Comemoração do Dia da Bengala Branca

Mais uma vez, a Unidade de Reabilitação Funcional de Cegos Adultos do Centro de Reabilitação da Areosa assinalou este dia com a realização de um workshop, no dia 18 de Outubro de 2017, dedicado à Biblioteca Municipal de Vila Nova de Gaia, com a presença da Dra. Susana Vale e com a participação especial da ex-utente Rosária Grácio que apresentou o seu livro “Bia por um Triz”.
O workshop foi um sucesso e tanto oradores como participantes concordaram de que foi uma mais valia esta troca de informação e de experiências.

 

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Workshop Escola de Cães-Guia para Cegos em Portugal

Centro de Reabilitação da Areosa – 19 Outubro de 2016

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E foi assim que num ambiente descontraído e salutar, tanto participantes como oradores, puderam partilhar as suas experiências, conselhos e vivências de ter um cão-guia.
A participação dos elementos da Associação Beira Aguieira de Apoio ao Deficiente Visual neste workshop e todos os esclarecimentos que prestaram aos presentes foram valiosos e muito práticos, contribuindo para o esclarecimentos de dúvidas e mitos.
Um grande obrigado a todos os presentes e participantes!!!

WORKSHOP: ABAADV – Escola de cães-guia para cegos em Portugal

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O Centro de Reabilitação da Areosa e a Unidade de Reabilitação Funcional de Cegos Adultos vem, por este meio, convidar todos os interessados a participarem no workshop: ABAADV – Escola de Cães-Guia para Cegos em Portugal , a realizar no dia 19 de Outubro de 2016, das 10:30h às 12:00h, nas instalações deste centro.
A realização deste workshop contará com a participação dos responsáveis da Associação Beira Aguieira de Apoio ao Deficiente Visual, que informarão de que forma esta associação permite a utilização gratuita destes cães às pessoas portadoras de deficiência visual, para quem este companheiro representa uma nova liberdade.
Este workshop contará também com a presença e o testemunho de alguns ex-utentes utilizadores de cão-guia.

 

ORGANIZAÇÃO:
Centro de Reabilitação da Areosa – Instituto da Segurança Social. I.P.
Centro Distrital da Segurança Social do Porto
Unidade de Reabilitação Funcional de Cegos Adultos
Rua D. Afonso Henriques nº 549 – 4435-005 Rio Tinto
Telefones: 229772150/1/2/3
Fax: 229772159

INSCRIÇÕES:
E-mail: reabilitacaodecegos@gmail.com

CARTAS PARA TODOS COM BRAILLE

Novidade!!
A Brinannie – Brinquedos para todos – resolveu inovar e criar um baralho de cartas que fosse acessível para normovisuais, amblíopes e cegos!! O resultado foi fantástico, tanto em termos táteis como visuais.
A Unidade de Reabilitação Funcional de Cegos Adultos juntou-se à iniciativa e está a testar as cartas… Se quiserem experimentar contactem o Centro de Reabilitação da Areosa, onde a unidade está inserida.

Para mais informações podem contactar: brinquedosbrinannie@gmail.com

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Projeto Bengala Verde

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No passado dia 15 de Outubro, foi comemorado o dia da Bengala Branca no Centro de Reabilitação da Areosa de uma forma diferente. Bengala branca, que pelo vistos, também se veste de verde, em determinadas circunstâncias. A Unidade de Reabilitação Funcional de Cegos Adultos, pela voz do Professor Pedro Ribeiro (Professor de Mobilidade) arrancaram com um interessante projeto para as pessoas com baixa visão ou ambliopes. Pelos vistos esta bengala vestida de outra cor é já adotada noutros países de forma a distinguir as pessoas ambliopes (bengala verde), das pessoas cegas (bengala branca). No entanto, pensamos que para melhor explicar este projeto podemos reproduzir alguma da informação que neste dia nos foi passada e explicada.

WORKSHOP: “Iphone para Deficientes Visuais”

A Reabilitação Funcional de Cegos Adultos, do Centro de Reabilitação da Areosa organizou o workshop: “Iphone para Deficientes Visuais”, no dia 11 de Fevereiro de 2015, das 10h às 12h, nas suas instalações.

A realização deste workshop teve como principal objetivo demonstrar a utilização do Iphone por um deficiente visual, não só através das funcionalidades e aplicações que acompanham estes dispositivos, mas também  através de muitas outras aplicações. Numa era em que as inovações tecnológicas não param de surgir é de louvar estas iniciativas que procuram informar os deficientes visuais dos dispositivos existentes e sua aplicação prática20150211_111758 20150211_111933.

A adesão à iniciativa foi extremamente positiva e os participantes puderam aprender com o orador António Silva, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Importância do ensino do braille na reabilitação de cegos adulto

Afirmar que o braille é um símbolo de identificação com a cegueira, é um lugar comum para quantos lidam de perto com estas questões, mas pode ter algum significado para aqueles (e são-no cada vez em maior número) que há pouco tempo se vêm introduzindo nestes assuntos.

Só lê braille quem não vê, quem é forçado por razões determinantes a fazê-lo quando já se esgotaram todas as hipóteses, ainda que ténues, de alternativas aos resíduos visuais.

Sempre que um adulto, portador de cegueira recente, se disponibiliza para aprender o Sistema Braille é porque já assumiu a sua nova condição de deficiente visual. Esta é a primordial de todo um conjunto de muitas outras que se lhe seguem e que estão subjacentes a esta atitude perante a sua nova vida de indivíduo privado de vista. É, talvez nesta acepção que a palavra “reabilitação” tem o seu maior significado. “Reabilitar” é “voltar a preparar a vida”. Alguém que viu durante um período mais ou menos longo da sua existência e em dado momento fica privado desse sentido é um ser humano que ficou com a sua vida cortada em duas partes: uma antes e a outra depois de ter ficado cego. Tal como afirmou um estudioso americano das questões da cegueira, ela, a cegueira, é um acontecimento de tal modo grave na vida de uma pessoa, susceptível de “desestruturar” a personalidade.

Decidir aprender o Sistema Braille é, pois, uma decisão séria e profundamente construtiva para “reestruturar” e retomar o gosto, o interesse, o prazer pela vida, pelos afectos, pelas emoções, pela realização pessoal e profissional.

Um adulto que aprende braille em processo de reabilitação é, obviamente, um cidadão alfabetizado e, não raro, portador de um grau de cultura e instrução académicas elevados, não vai portanto aprender a ler nem a escrever, mas, tão somente, vai aprender a ler e escrever por um novo processo baseado num outro sentido, o do tacto.

A aquisição da técnica de leitura é o passo mais árduo e moroso que o aluno tem de dar; pelo contrário, a técnica da escrita é mais simples e fácil; é por isto que a escrita só é iniciada quando o aluno já domina razoavelmente a leitura.

O Sistema Braille não é gratificante, análogo da escrita vulgar. Recorre a um sentido, o tacto, que também não é análogo do sentido da vista, pois enquanto este é globalizante, o tacto é analítico… Estas diferenças têm de ser respeitadas…

A reabilitação dos cegos adultos é um processo global e total. O ensino do Sistema Braille é apenas um dos elementos que compõem essa totalidade. Ensinar o Sistema Braille a um adulto que cegou recentemente não é uma mera transmissão de conhecimentos técnicos, conteúdos pedagógicos. Nesta condição, o professor de braille tem de ter disponibilidade para ouvir e falar sobre a cegueira, de atitudes e de defesas, medos e angústias que o aluno manifesta perante ela.

A reabilitação não é um mero processo com tempo e horário marcados. É antes uma mudança de atitude face à vida, sem o sentido da vista, que implica coragem, determinação, consciência de que se é diferente do que se era dantes. Mas, simultaneamente, a reabilitação dá a consciência de que a vida não termina porque a vista terminou. Que Ela, a Vida, continua a ter sentido, valor e espaço de afirmação pessoal.

Ensinar braille a um adulto que cegou recentemente é, em suma, ajudar alguém a dar o salto da profunda depressão e descrença para uma nova postura em que o braille é um dos muitos instrumentos de acção positiva no futuro.

Alice PInheiro